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O projeto de lei, protocolado no dia 12 de janeiro, prevê um aumento de 5% (sendo 4,26% de IPCA e 0,74% de ganho real).
Em entrevista à Rádio Municipal, o prefeito Rosemar Sala explicou que a falta de agendamento de sessão extraordinária impediu o reajuste em janeiro; gestão buscará a justiça para reaver R$ 1,8 milhão do orçamento.
Durante entrevista concedida na manhã desta terça-feira, 20, ao comunicador Michel Peter na Rádio Municipal, o prefeito Rosemar Sala detalhou os entraves que impedem a aplicação imediata do reajuste salarial do funcionalismo público. Com o fechamento da folha de janeiro sem a aprovação do projeto, a expectativa agora é que o benefício seja creditado apenas no pagamento de fevereiro, caso a Câmara de Vereadores realize a votação nos próximos dias e aprove a iniciativa do Executivo.
O projeto de lei, protocolado no dia 12 de janeiro, prevê um aumento de 5% (sendo 4,26% de IPCA e 0,74% de ganho real). Como o calendário de pagamentos da Prefeitura estabelece o depósito para o dia 28 de janeiro, o prazo para o processamento da folha deste mês esgotou sem que houvesse a deliberação dos vereadores.
O prefeito esclareceu que, embora o aumento não chegue no dia 28 de janeiro, a gestão está pronta para implementá-lo assim que a lei for sancionada. "Como a Câmara ainda não marcou a data e não houve tempo para o lançamento, a folha de janeiro seguirá sem o reajuste. Assim que aprovado, o novo índice deverá entrar na folha de fevereiro", explicou Sala.
O prefeito reafirmou, durante a entrevista, o compromisso assumido com os servidores de realizar uma nova rodada de conversas em maio, mas alertou que qualquer novo índice de aumento dependerá diretamente da capacidade do Município de reaver os R$ 1,8 milhão retirados do orçamento pela oposição. Para recuperar esse valor que foi remanejado para o Legislativo, o prefeito afirmou que a administração municipal está buscando alternativas, inclusive por meio de ação judicial.
A emenda aprovada pelos vereadores de oposição elevou o orçamento da Câmara para R$ 4 milhões. Conforme o gestor, o montante de R$ 1,8 milhão foi retirado de diversas ações estratégicas do Executivo. Entre as perdas mais significativas estão as frentes de infraestrutura, como obras asfálticas nos bairros, e a supressão de R$ 200 mil da Secretaria dos Povos Originários. Segundo Sala, este último corte compromete diretamente a execução de políticas públicas e ações em benefício da comunidade indígena local.
Gastos do Legislativo
O prefeito esteve acompanhado do secretário de Administração e Comunicação Social, Paulo Farias. Durante a entrevista, os gestores detalharam ainda os motivos alegados pelo Legislativo para o aumento de seu próprio orçamento. Conforme a justificativa da Câmara, dos R$ 1,8 milhão retirados do Executivo, R$ 1,1 milhão será destinado à compra de um terreno e à construção de uma sede própria. Os R$ 700 mil restantes serão utilizados em outras despesas da Casa, o que inclui a destinação de aproximadamente R$ 250 mil extras para gastos com diárias e viagens em 2026, valor que se soma ao montante que já estava previsto no orçamento original do Legislativo.
O prefeito pediu desculpas aos servidores pelos transtornos causados a partir do posicionamento da Câmara. Ele reforçou que, apesar das dificuldades criadas pelos vereadores de oposição, mantém o otimismo de realizar um grande trabalho frente à gestão em 2026.
Assessoria de Comunicação | Prefeitura de Tenente Portela
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